Nós, Sinos da Igreja ou Eis o que devemos anunciar…

Sino_Kosnichev

O anúncio da Boa Nova,  a comunicação da Vida plena em Cristo. Ele que nos libertou. E libertou de que? Ao longo dos séculos essa questão intrigou e atraiu homens e mulheres. 

E o que tanto atraiu? O anúncio inicial da Igreja, o kerygma, com a força de um sino ao ressoar. Atraindo a todos para a Igreja de Cristo. Ele mesmo, o  “Cristo que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação” (Rm 4, 25, 1 Cor 15,1-3 ).

O ressoar desse Sino ecoa até os dias de hoje. Amplificado inicialmente com o nascimento dos quatro evangelhos, expandindo até a configuração do canon; depois disso veio a tradição da Igreja, com seu ensinamento, a sua teologia, as suas instituições, as suas leis, a sua espiritualidade. O resultado final é uma imensa riqueza, uma intensa e divina melodia.

 

Nesse mundo barulhento, secularizado é preciso ouvir ainda mais as palavras de Cristo. Por onde começar? A partir do esgaçar de nossas vozes? Gritar a imensa riqueza da doutrina?  A imensa riqueza de doutrina e de instituições podem se tornar uma desvantagem se queremos apresentar-nos assim ao homem que perdeu todo o contato com a Igreja e já não sabe quem é Jesus (Raniero Cantalamessa, OFM Cap).

É necessário ajudar este homem a estabelecer uma relação com Jesus; fazer com ele, o que Pedro fez no dia de Pentecostes com as três mil pessoas presentes: falar-lhes do Jesus que nós crucificamos e que Deus ressuscitou, levá-lo ao ponto no qual também ele, tocado no coração, peça: “O que devemos fazer, irmãos?” e nós responderemos, como disse Pedro: “Arrependei-vos, recebam o batismo, se ainda não o receberam, ou confessem-se se já são batizados”. Para isto é necessário que sejamos verdadeiros Sinos da Igreja. Como o Papa Bento XVI tem nos exortado é necessário ser como Cristo. Ser conformado a esse Sino que ressoa eternamente.

Aqueles que responderão ao anúncio, a atração dos sinos da igreja se unirão, também hoje, como então, à comunidade dos crentes, escutarão o ensinamento dos apóstolos e tomarão parte na fração do pão; segundo o chamado e a resposta de cada um, poderão fazer próprio, aos poucos, todo este imenso patrimônio nascido do Kerygma. Não se aceita Jesus por causa da palavra da Igreja, mas se aceita a Igreja por causa da palavra de Jesus. Assim como, não se vai ao Sino por causa da Igreja e sim, vai-se a Igreja por causa dos Sinos. 

Marcelo Melo Barroso

Comunidade Totus Mariae

 

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