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Benditas Crises

Uma crise pode ser uma coisa boa

Na medida certa

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Conversando com pessoas de vários níveis de espiritualidade, é fácil ver que uma situação que causaria profundas crises em algumas, para outras nada mais é que uma rotina diária; os questionamentos de outras jamais passaram pela cabeça daquelas, pois se isso acontecesse poderiam até perder a fé.

Na catequese de Jesus sobre seu seguimento, Ele deixa muito clara essa situação: cada um deve tomar a própria cruz para segui-Lo. A cruz do outro, embora me pareça mais leve, mais agradável, mais enfeitada, na verdade não me convém – porque… é do outro, não é minha! Nossa cobiça de uma cruz mais leve ou mais adequada, tem por base uma comparação superficial e nem um pouco espiritual. Queremos logo um bem que julgamos já nos pertencer.

Quanta dúvida e suspeita com relação às intenções de Deus para conosco! E como Ele Se vale de decepções profundamente humanas para nos fazer subir um pequenino passo na vida espiritual! Vemos isso como amor de Deus? De jeito nenhum! Queremos ser felizes agora!

Quando a situação é mais complexa, é ainda mais difícil crer nesse amor divino que permite que o mal nos atinja, ou que parece nos exigir tudo, até aquilo que pensávamos ser legítimo possuir. É um exercício de fé, confiança e humildade reconhecer que Deus sempre sabe o que é melhor pra nós, e que Ele sabe o momento certo e a medida certa para todas as coisas.

Está descontente com o que Deus está lhe dando neste momento? Reclame com Ele, diga que O ama mas que não está entendendo nada… diga que quer a vontade dEle, mas que precisa da ajuda dEle para isso… fale ao Coração dEle, bem de perto, de mãos dadas com a Mãe Imaculada: “Não entendo, mas me ajude, quero ser salvo por Ti!…” Ele olha bem dentro de suas profundezas, nas raízes de seu ser, perscruta suas verdades mais íntimas… e sem dúvida alguma o ajudará, cobrindo de Misericórdia sua miséria. Mas busque com sinceridade o que Ele quer para você, mesmo sob o peso de seu descontentamento e talvez até de uma revolta: apresente-se diante dEle como você está, como o cego do caminho que Lhe suplicava piedade. E diga a Ele, bem explicadinho, o que você quer que Ele faça em você, na sua vida. Na medida em que você puder compreender e suportar, Ele lhe revelará alguns mistérios e vários porquês.

Mas comungue dEle, de Seu desejo por sua salvação. Acima de querer compreendê-Lo, queira ser íntimo dEle.

“Deus te vê… não é indiferente à tua dor…”

E então, o que você achou?

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