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Benditas Crises

Uma crise pode ser uma coisa boa

Entre crises

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Quando a gente está numa crise ou acabou de sair de uma, parece que há muito o que falar sobre crises. Fiquei pensando se não estarei numa fase “entre crises”, porque está me faltando inspiração pra escrever sobre o assunto!

De vez em quando isso acontece: Deus nos permite viver um estágio de calmaria, enquanto assimilamos os acontecimentos passados e meditamos sobre o presente, talvez um pouquinho mais atentos aos “sinais” com os quais Ele nos indica por onde ir e por onde não ir.

Não deixa de ser um tema interessante: pode acontecer que, durante uma calmaria dessas, a pessoa pense que nunca mais vai entrar em pânico ou em desespero como nas crises passadas, quando vier a próxima. Será mesmo?… É comum acontecer um pico de agitação ao primeiro choque da crise. “Meu Deus, e agora?” ou “De novo nããããããoooooooo!!!”


Mas é na calmaria que se tem a chance de analisar, sem paixão, nossos comportamentos, reações, objetivos, raciocínios.

Uma coisa que tenho notado muito facilmente é o quanto nós confundimos o objetivo com o meio usado para alcançá-lo. Isso é fácil demais de perceber. Ganho dinheiro para ter comida, casa, roupa, conforto, certo? Em palavras melhores: o dinheiro serve para se fazer coisas boas. Portanto, o dinheiro é um meio. O objetivo é fazer coisas boas. Se o objetivo passa a ser o dinheiro, a matemática toda fica errada; o fluxo se interrompe; a energia é desviada; a alma esfria.

Esse exemplo é o mais fácil, porque há outros mais complicados, que podem até envolver a escolha entre duas coisas boas em si mesmas:  o resultado de uma delas pode não ser bom, ou pelo menos não adequado ao momento presente. Como estar na sintonia certa para se discernir corretamente?

Somente tendo armazenado as lições e reflexões da vida, e mantendo vida de oração, é que conseguimos estar o mais possível próximos dessa sintonia fina: sem muitos ruídos, sem a “estática” da vontade própria, sem a interferência das transmissões concorrentes das paixões desordenadas.

E então, o que você achou?

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