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Benditas Crises

Uma crise pode ser uma coisa boa

Retrospectiva 2010

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Quando começa este período de retrospectivas do ano, a impressão é de que muita coisa ruim aconteceu. Espiritualmente, então, nem se fale: a gente só se lembra das mancadas, das quedas fenomenais, das “surras” levadas e de tudo o que ainda não funciona direito na nossa vida.

Mas é tudo uma questão (digo mais uma vez) de fazermos as perguntas certas. Não é brincar de “jogo do contente”, e sim ter a corajosa atitude de olhar de frente para o que parecem ser apenas ruínas e se propor a avaliar melhor o caminho percorrido.

Elaborei para mim algumas perguntas para essa auto-avaliação, que partilho aqui com vocês (só as perguntas, não minhas respostas! rs…). Lembro aos leitores que sou de uma Comunidade de Vida, por isso estas questões talvez pareçam meio fora do comum. Mesmo assim, vale a pena se questionar isto mesmo:

– O que aprendi sobre obediência? …sobre humildade? …sobre pureza de intenções? Como vivi isso?

– O que aconteceu quando minhas iniciativas seguiram o meu próprio querer?

–  O que aconteceu quando enfrentei a vontade de Deus com a minha própria?

– O que eu ainda não aceito? (em mim, nos outros?) 

Estas perguntas são bastante incômodas, mas acredito que não vale a pena ficar insistindo em coisas que não funcionam. Por outro lado, há situações que não mudam, e assim o que precisa mudar é o nosso olhar sobre elas. É bom se perguntar por que, entra ano, sai ano, não acontecem mudanças pessoais.

Virar a folhinha de dezembro para janeiro não significa muita coisa, quando não queremos mudar nada. Mas se estamos dispostos a uma mudança, a virada da folhinha significa bem mais do que começar um ano novo.

E então, o que você achou?

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