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Benditas Crises

Uma crise pode ser uma coisa boa

Nada dá certo!

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Quando os imprevistos são em maior número do que as coisas que conseguimos fazer de acordo com o que estava na agenda, dá pra entrar em parafuso, em pânico, dar tilt, ou reação semelhante.

Muitas e muitas vezes enfrentamos imprevistos, e esse é um fator provocador de crise. Se já estamos em crise quando isto acontece, a crise piora.

Aquela piada do “quanto mais eu rezo, mais assombração aparece” se aplica a esta situação. Os eventos ficam parecendo um castelinho de cartas ou pedras de dominó que a gente tenta manter em equilíbrio, de olho naquela carta ou pedra que começa a vacilar.

As reações são diversas, e quase sempre erradas. Quanto menos autocontrole, mais se despeja a culpa de tudo no outro, fazendo dele o bode expiatório de suas frustrações. Também vem a sensação de fracasso, desânimo, de não conseguir fazer nada certo, “nunca”!

Acontece que provavelmente essa situação não esteja acontecendo por erro de planejamento, por falta de consideração dos outros, ou por qualquer desses motivos que nos vêm à mente nessas circunstâncias – muitas vezes, pensamentos provocados por nossa concupiscência e não por uma análise racional do que está acontecendo.

Uma causa pode ser nosso próprio estado espiritual. É, ainda, nossa mania de colocar tudo sob nosso controle, acostumados que ficamos a planejar tudo segundo nossa conveniência. Acontece que, quanto mais planejados somos, menos livres somos. Ficamos manipulando mentalmente todas as coisas, prevendo ações e reações e – apesar de contarmos tanto com nossa inteligência – raramente considerando imprevistos! Tudo tem que estar planejado e acontecer dentro dos limites que traçamos. É difícil vermos isso como prepotência, mas é. Um imprevisto acaba sendo encarado como um “pecado” contra nossa capacidade de planejamento. Então nos sentimos lesados, tremendamente agredidos. Chegamos até a planejar vingança, querer uma desforra. “Quero só ver se fosse com ele”… Coisas do tipo.

A reação mais correta seria então perceber essa nossa arrogância de querer gerenciar tudo perfeitamente e sem falhas, acatar os imprevistos e nos sentirmos um pouco mais livres a cada vez que eles acontecem. No mais: renúncia à auto-suficiência, aceitação de humilhações relacionadas à nossa capacidade finita de prever tudo, e nos exercitarmos nesta maravilhosa liberdade de viver cada segundo conforme ele nos vem, como um presente precioso do Coração do Pai.

E então, o que você achou?

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